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Ivan Franco nasceu em Lisboa em 1974 e desde cedo teve uma grande aptidão pela experimentação. Em 1993 ingressou num curso superior de Engenharia onde conheceu o Prof. António Câmara, responsável pelo grupo de investigação GASA. Este grupo era um dos mais avançados em experimentação em computação e dispunha do primeiro laboratório de Realidade Virtual em Portugal. Ivan Franco passou a fazer parte dos quadros de investigação do GASA em 1995. Durante esta altura cultivou também uma grande paixão pela música, tendo estudado percussão e tocado em várias bandas de rock.
Partindo destes dois interesses (os computadores e a música) iniciou uma exploração auto-didata das possibilidades da computer music. Frustrado com a falta da performance física na música electrónica procurou formas de repensar essa fisicalidade e a interacção Homem-máquina. Em 1999 ingressa no Mestrado em Artes Digitais da Universidade Pompeu Fabra, tendo como tutores Sergi Jordá, Xavier Serra e Eduard Resina. Aí desenvolveu interface físicos para performance musical, criando os seus próprios instrumentos. Apresentou os seu trabalhos nos mais importantes festivais de arte electrónica de Barcelona (Metronom, Phonos, Art Futura, CCCB, Zeppelin).
Acreditando no conhecimento do “do-it-yourself” (DIY) começa a aproveitar os seus conhecimentos em áreas paralelas como a instalação interactiva ou a computação ubíqua. Em 2001 é convidado para regressar a Portugal e ingressar nos quadros da YDreams, empresa formada a partir de investigadores do GASA.
Nesta apresentação Ivan Franco fará um percurso pelos seus trabalhos na área da Interacção Homem-Máquina, com especial ênfase nos seus trabalhos artísticos. Mostrará também o seu último instrumento, o Airstick, apresentado na conferência NIME (New Interfaces for Musical Expression).








A abordagem global de 




A conversão da experiência contemporânea ao digital é inegável, o carácter nomádico das (novas) tecnologias transformou-se em total ubiquidade e, actualmente, tudo pode ser pensado em termos de zeros e uns, de informação, na sua versão mais desencorpada e abstracta. Nesse sentido, onde se posiciona a diferença aparentemente ontológica entre som e imagem, entre ver e ouvir? Sound Visions pretende exemplificar este esboroar de especificidades entre duas modalidades distintas de acesso ao real. André Gonçalves e André Sier trabalham a partir da zona em que é impossível distinguir onde começa uma e termina a outra. Recorrem, de forma idiossincrática, a cada uma das modalidades para estimular a outra, provocando uma indefinição generalizada, a partir da qual não é mais possível aferir o que é causa e o que é efeito, se é o som que gera a imagem, ou se, por sua vez, se são os aspectos visuais que provocam os efeitos sonoros que se podem ouvir. A espiral é infinta, som gera imagem que gera som de novo, que dará origem a novas imagens, replicando-se o sistema, constantemente em interacção com o espectador, que acaba por ser puxado para o centro dos acontecimentos e que se se constitui como elemento central do projecto.
