Upgrade! Lisbon

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events performances presentations 2007/05/30; 19:00 to 21:00.
Rua Tenente Ferreira Durão 18 B 1350-315 Lisboa Portugal

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Ivan Franco nasceu em Lisboa em 1974 e desde cedo teve uma grande aptidão pela experimentação. Em 1993 ingressou num curso superior de Engenharia onde conheceu o Prof. António Câmara, responsável pelo grupo de investigação GASA. Este grupo era um dos mais avançados em experimentação em computação e dispunha do primeiro laboratório de Realidade Virtual em Portugal. Ivan Franco passou a fazer parte dos quadros de investigação do GASA em 1995. Durante esta altura cultivou também uma grande paixão pela música, tendo estudado percussão e tocado em várias bandas de rock.

Partindo destes dois interesses (os computadores e a música) iniciou uma exploração auto-didata das possibilidades da computer music. Frustrado com a falta da performance física na música electrónica procurou formas de repensar essa fisicalidade e a interacção Homem-máquina. Em 1999 ingressa no Mestrado em Artes Digitais da Universidade Pompeu Fabra, tendo como tutores Sergi Jordá, Xavier Serra e Eduard Resina. Aí desenvolveu interface físicos para performance musical, criando os seus próprios instrumentos. Apresentou os seu trabalhos nos mais importantes festivais de arte electrónica de Barcelona (Metronom, Phonos, Art Futura, CCCB, Zeppelin).

Acreditando no conhecimento do “do-it-yourself” (DIY) começa a aproveitar os seus conhecimentos em áreas paralelas como a instalação interactiva ou a computação ubíqua. Em 2001 é convidado para regressar a Portugal e ingressar nos quadros da YDreams, empresa formada a partir de investigadores do GASA.

Nesta apresentação Ivan Franco fará um percurso pelos seus trabalhos na área da Interacção Homem-Máquina, com especial ênfase nos seus trabalhos artísticos. Mostrará também o seu último instrumento, o Airstick, apresentado na conferência NIME (New Interfaces for Musical Expression).

events presentations 2007/04/26; 19:00 to 21:00.
Rua Tenente Ferreira Durão 18 B 1350-315 Lisboa Portugal

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Olivier Perriquet nasceu em Lille, França, em 1974. É simultaneamente media artist e investigador científico. Após ter completado um mestrado em matemática pura e um doutoramento em ciência computacional, trabalha agora como investigador no departamento de bioinformática do Centre for Artificial Intelligence (CENTRIA) da Universidade Nova de Lisboa. O seu trabalho artístico é inspirado por uma abordagem científica que conduz a performances e instalações que fazem frequentemente referência a protocolos científicos, e nas quais o público tem um papel activo, ainda que nem sempre controlando a interacção com o dispositivo, contrariamente ao que possam pensar ou sentir durante o contacto com as peças.
Em 2002, como performer, comecou a experimentar o cinematic live event . Durante estas performances, explora imagens mentais da infância contidas em filmes da família dos anos setenta e procura novas formas narrativas, apelidadas protonarrativas, nas quais o espectador é responsável por parte da construção da narrativa. As imagens - sequências da vida quotidiana retiradas de filmes amadores em super8 - são compostas ao vivo recorrendo a um conjunto de projectores de 16 mm ligados a um computador.
Em paralelo, Perriquet também completou os estudos no Le Fresnoy - studio national des arts contemporains e, mais recentemente, o seu trabalho tem-se focado no comportamento do corpo e sua imersão em ambientes virtuais.
O título da apresentação de Perriquet, escrito em C++ pode ser considerado um guia do que irá ser abordado.

events presentations 2007/03/29; 19:00 to 21:00.
Rua Tenente Ferreira Durão 18 B 1350-315 Lisboa Portugal

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Com formação em música e Belas Artes, Adriana Sá é artista trans-disciplinar, performer improvisadora/ compositora. Desenvolve e apresenta trabalho pela Europa, EUA e Japão desde os anos 90. Do seu processo de criação faz parte o próprio desenho e construção da instrumentação. O som pode conjugar-se plasticamente com luz, arquitectura, movimento, metereologia ou palavras. Parte da instrumentação é de escala arquitectónica, e concebida para adquirir novas características cada vez que é instalada, – tem que se entrar nela para a tocar ou fruir. O espaço torna-se reactivo. Quaisquer que sejam os instrumentos utilizados, arquitectónicos ou portáteis (menos tempo requerido para o set-up), o trabalho de Adriana relaciona a performance musical com contextos específicos que envolvem lugar, memória e pessoas.

As sensações são um produto de contexto. Antes de chegar à consciência, são subjectivamente ‘seleccionadas’ pelo corpo do indivíduo, mediante a reacção orientadora - uma função biológica que existe para nos proteger do excesso de estímulos. Adriana interessa-se por estes critérios físicos… por esta inteligência do corpo. Trabalhando o som de modo provocativo, Adriana joga com as transições entre diversos estados psico-físicos. As suas partituras gráficas coreografam textura, densidade, dominância e sequenciação, mais do que tempos-relógio ou arranjos de notas.

Em colaboração, Adriana enfatiza as especificidades técnicas e humanas como material-desafio  para experiências e discussões no sentido de novas possibilidades de hibridização artística. Há sempre um trabalho laboratorial no sentido do discernimento e compatibilização de modos e modalismos; o centro tonal permanece flutuante.

Para a sua apresentação no Upgrade! Lisbon, Adriana Sá irá, a partir do seu projecto THRESHOLDS, introduzir o instrumento de luz sonora, sua versatilidade (recorrendo também a documentação sobre projectos anteriores: data projection + audio playback) e limitações técnico-plásticas no seu estado actual de desenvolvimento. A artista explicitará também os seus planos para a tentativa de superação dessas limitações

events presentations 2007/01/24; 19:00 to 21:00.
Rua Tenente Ferreira Durão 18 B 1350-315 Lisboa Portugal

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Marta de Menezes (n. Lisboa, 1975) é licenciada em Belas Artes pela Universidade de Lisboa, e tem um mestrado em História de Arte e Cultura Visual pela Universidade de Oxford. Nos últimos anos tem vindo a explorar a interacção entre Arte e Biologia, trabalhando em institutos de investigação científica demonstrando que as tecnologias biológicas podem ser utilizadas como media para criação artística. Em 1999 Marta criou o seu primeiro projecto de arte biológica (Nature?) ao modificar o padrão das asas de borboletas vivas. Desde então tem utilizado diferentes técnicas biológicas incluíndo Ressonância Magnética Funcional do cérebro para criar retratos onde a mente pode ser observada (Functional Portraits, 2002); fragmentos de ADN fluorescentes para criar micro-esculturas no núcleo de células humanas (NucleArt, 2002); esculturas feitas com proteínas (Proteic Portrait, 2002), com ADN (Inner Cloud, 2003) ou com neurónios vivos (Tree of Knowledge, 2005). O trabalho da artista tem sido apresentado internacionalmente em exposições, publicações e palestras. É actualmente directora artística de Ectopia o laboratório de arte experimental no Instituto Gulbenkian de Ciência.

Nesta edição do Upgrade! Lisbon Marta de Menezes irá discutir como a biologia e as técnicas biológicas podem constituir um novo “media” para criação artística.

events international meetings performances presentations screenings 2006/11/30 19:00 to 2006/12/03 19:00.
Rua Tenente Ferreira Durão 18 B 1350-315 Lisboa Portugal

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De 30 de Novembro a 3 de Dezembro decorrerá em Oklahoma City, nos EUA, a segunda edição do Upgrade! International. O encontro deste ano, subordinado ao tema DIY (Do-It-Yourself), conta com a participação dos 22 núcleos que constituem o Upgrade!. A programação apresentada por Lisboa conta com os seguintes projectos:

André Gonçalves:
um concerto/live performance no Tiny Noise Festival (comissariado pelos núcleos de Skopje e Sofia);
um workshop com o título “The medium behind the message”
uma instalação interactiva, “Untilted #06

André Sier
uma instalação interactiva, “747.3″

Patrícia Gouveia e Nuno Correia
uma instalação interactiva a partir do projecto online “Role-playing Egas”

Susana Mendes Silva
uma performance online, “art_room #3″
Para o catálogo, o núcleo de Lisboa encomendou também uma receita DIY à artista Paula Roush (aka msdm), que preparou um “Arphield Gatecrash”

Para mais informação sobre a programação do Upgrade! International, clique aqui.



events presentations 2006/11/16; 19:00 to 21:00.
Rua Tenente Ferreira Durão 18 B 1350-315 Lisboa Portugal

Blindspot é um projecto de investigação interdisciplinar sobre a percepção, desenvolvido por Herwig Turk, Paulo Pereira e Günter Stöger em colaboração com Beatriz Cantinho, Bäbel Buck e Patrícia Almeida. O projecto pretende avaliar o valor simbólico da percepção num contexto tão lato quanto possível e que inclui as suas contingências, determinismos e circunstâncias. O projecto recorre e utiliza, no entanto, procedimentos e ferramentas do âmbito das ciências. Os procedimentos e a linguagem dos laboratórios de investigação científica são retirados do seu contexto e deslocados para outros cenários, criando assim uma metalinguagem que ultrapassa as fronteiras tradicionais entre a ciência e a arte. Simultaneamente, cria-se um novo espaço heterotópico de experimentação onde os objectos, gestos e linguagem, separados dos seus contexto habituais, adquirem uma nova dimensão, fracamente reconhecível.

A abordagem utilizada pelos autores adopta a estrutura formal de um projecto de investigação, baseando-se na hipótese de que a ciência representa um meio imperfeito através do qual a percepção é utilizada como um meio privilegiado de aceder à realidade («an improved means to an unimproved end», Thoureau).

pasted_image4A abordagem global de Blindspot baseia-se numa colaboração continuada e numa troca de conhecimentos, métodos e procedimentos entre ciências e arte. «A percepção é o processo através do qual a estimulação sensorial é traduzida em experiência organizada» (Encyclopaedia Britannica). As ciências da visão tendem a focar os seus interesses nos processos de formação de imagem e de estimulação sensorial: do olho ao cérebro ou do fotão à imagem. Os desenvolvimentos científicos nas ciências da vida e da saúde, incluindo a anatomia, fisiologia, neurobiologia e bioquímica, criaram os meios que permitiram produzir um vasto conjunto de informação que é reunida e armazenada em grandes volumes e tratados, clássicos ou contemporâneos. Existe, no entanto, um vasto conjunto de informação que é negligenciada ou activamente deslocada para um local fora do laboratório através da aplicação dos métodos e procedimentos científicos. O que permanece são contaminações do mundo exterior e constitui, em larga medida, os objectos de estudo deste projecto interdisciplinar. Dentro do próprio projecto, a percepção é definida como uma proposição que inclui a experiência organizada dentro e entre as diversas entidades humanas e não humanas que habitam os laboratórios. Estes elementos interligam-se e comunicam através de episódios esporádicos ou por meio de incidentes, criando uma realidade que pode apenas ser apreendida numa janela temporal limitada.

O método utilizado pelas equipa de investigação envolvida neste projecto baseia-se numa forte interacção e interferência entre os elementos orgânicos e as instâncias que contextualizam a informação. «Não é possível afirmar onde acaba o órgão e começa o processamento» (Oswald Wiener). Estas interacções são altamente variáveis e dependem das disposições individuais e factores ambientais. Por isso, o mundo real existe apenas enquanto uma construção útil para interpretar percepções individuais efémeras.

events performances presentations 2006/09/27; 19:00 to 21:00.

Santiago Ortiz apresentará trabalhos de vida artificial, representação de informação e arte. Os projectos por si desenvolvidos, desde há uns anos, relacionam-se com a ideia, científica ou não, de vida. Os processos interactivos que acontecem no interior de uma célula, entre células de um organismo, entre organismos de uma espécie ou organismos de diferentes espécies, particularmente os que têm a ver com informação, superam amplamente, em velocidade, criatividade e diversidade, a imaginação humana. A arte digital e a ciência de representar informação podem encontrar na vida uma infinidade de processos, inventos e ideias.pasted_image3

A genética representa a vida como um conjunto de células que carregam, partilham e replicam código. O código, a representação simplificada da linguagem, encontra-se também no fundo da historia da cultura humana (na literatura, nas leis, na música, nas religiões…). E, a arte digital, gera complexidades narrativas baseadas em código. Nestes dois últimos casos, como no primeiro, o código também se partilha e replica.

Aliás, a escrita de código performativo, a programação criativa, permite escrever código que processa outros códigos, simula interacções viventes, e constitui informação que transforma informação.

Nesta apresentação, Santiago Ortiz mostrará trabalhos de vida artificial ou de representação de informação biológica, como Mitozoos e GNOM. Para finalizar o artista fará uma pequena performance musical baseada numa pesquisa em curso sobre musicalização de um modelo de vida artificial, em colaboração com Miguel Cardoso.

Santiago Ortiz nasceu em Bogotá, Colômbia em 1975. Artista, matemático e investigador em temas de arte, ciência e espaços de representação, pesquisa a construção de espaços comuns para conhecimentos diversos. Explora também técnicas de comunicação, criação, expressão, divulgação e representação, onde se misturam narrativa e literatura, espaço digital e espaço arquitectónico e de exposição. Trabalha activamente como professor de seminários e workshops em Espanha, Portugal e países da América Latina. É co-fundador da revista de arte e cultura digital Blank e da empresa e colectivo Bestiario [bestiario.org]. Em moebio.com encontra-se informação completa sobre suas exposições e peças digitais. Mora em Lisboa e Barcelona.

events international meetings 2006/09/13; 00:00;

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events exhibitions 2006/06/16 22:00 to 2006/07/15 17:00.

sound_visions01sound_visions02sound_visions03A conversão da experiência contemporânea ao digital é inegável, o carácter nomádico das (novas) tecnologias transformou-se em total ubiquidade e, actualmente, tudo pode ser pensado em termos de zeros e uns, de informação, na sua versão mais desencorpada e abstracta. Nesse sentido, onde se posiciona a diferença aparentemente ontológica entre som e imagem, entre ver e ouvir? Sound Visions pretende exemplificar este esboroar de especificidades entre duas modalidades distintas de acesso ao real. André Gonçalves e André Sier trabalham a partir da zona em que é impossível distinguir onde começa uma e termina a outra. Recorrem, de forma idiossincrática, a cada uma das modalidades para estimular a outra, provocando uma indefinição generalizada, a partir da qual não é mais possível aferir o que é causa e o que é efeito, se é o som que gera a imagem, ou se, por sua vez, se são os aspectos visuais que provocam os efeitos sonoros que se podem ouvir. A espiral é infinta, som gera imagem que gera som de novo, que dará origem a novas imagens, replicando-se o sistema, constantemente em interacção com o espectador, que acaba por ser puxado para o centro dos acontecimentos e que se se constitui como elemento central do projecto.

Sound Visions é um projecto desenvolvido especificamente pelo Upgrade! Lisbon para a Sala do Risco e para o Village Gallery.

Sala do Risco
Largo de Santo António à Sé, Lisboa

Terça a Sexta: 10:00 às 19:00
Sábado e Domingo: 14:00 às 19:00

http://www.undotw.org/ctrl/fotos/xtras/lr/LR.htm
http://www.s373.net/agora/sound_visions

events presentations 2006/06/22; 19:00 to 21:00.

VisualComplexity.com (VC) é um espaço integrado de pesquisa para qualquer pessoa interessada na visualização de redes complexas. Com mais de 300 projectos, o principal objectivo de VC é estimular um olhar crítico sobre diferentes métodos de visualização em áreas tão diversas como Biologia, Redes Sociais, ou World Wide Web. Em VisualComplexity.com é tão provável depararmo-nos com um mapa de interacção entre proteínas ou neurónios, como uma rede de metro ou uma rede social.

Tal como em muitas outras áreas, o principal desafio das redes complexas não reside no descoberta de novas redes mas numa exploração compreensiva das já existentes. Face aos avanços tecnológicos actuais, a nossa capacidade de gerar e adquirir dados excedeu em larga medida a nossa capacidade de fazer sentido destes mesmos dados. É neste contexto que áreas como a Visualização de Informação e Design de Informação cumprem uma importante missão. Informação relevante não é um dado adquirido, e particularmente agora, quando artefactos culturais são medidos em gigabytes e terabytes, a tarefa de seleccionar, organizar e disponibilizar informação de um modo eficiente é essencial para o conhecimento e inteligência.

VC oferece uma vasta colecção de mundos que nunca conheceríamos caso não tivesse havido um esforço em visualizá-los. A maioria dos projectos disponibilizados tenta tornar informação complexa mais fácil de entender e utilizar, e VC reúne e categoriza todos eles num espaço único de modo a proporcionar comparações relevantes. VC é um mapa de mapas.

 

Manuel Lima completou em 2002 a licenciatura em Design Industrial pela Faculdade de Arquitectura – UTL e um estágio de seis meses na empresa Kontrapunkt em Copenhaga, Dinamarca. Actualmente a viver em Nova Iorque, Manuel Lima terminou recentemente o programa Master of Fine Arts – Design+Technology na Parsons School of Design. Para este propósito ele recebeu três bolsas de estudo, respectivamente da Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Luso-Americana, e a bolsa do Reitor da Parsons School of Design.

Durante o programa de mestrado, Manuel Lima esteve envolvido num curso conjunto com o Siemens Corporate Research Center, trabalhou no American Museum of Moving Image e no Parsons Institute of Information Mapping em projectos de investigação para a National Geo-Spatial Intelligence Agency. Manuel Lima trabalha actualmente como interaction designer na R/GA Interactive e é professor da disciplina de Information Design no departamento de Design+Management da Parsons School of Design.